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Lição 1:  
A história da Bíblia

TEXTO BÍBLICO DE REFERÊNCIA

³⁷ O Pai,que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.
³⁸ Também não tendes a sua palavra permanente em vós, porque não credes naquele a quem ele enviou.
³⁹ Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.
⁴⁰ Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.
⁴¹ Eu não aceito glória que vem dos homens;
⁴² sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus.
⁴³ Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis.
⁴⁴ Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?
⁴⁵ Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança.
⁴⁶ Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito.
⁴⁷ Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras? 

VERDADE APLICADA
Em João 8:32, Jesus declara que a verdadeira liberdade nasce do conhecimento da verdade. Aplicar essa palavra significa permitir que o Evangelho ilumine nossas escolhas e transforme nosso caráter. Quando vivemos pela verdade de Cristo, somos libertos do engano e conduzidos à vontade de Deus.

INTRODUÇÃO

A história da Bíblia revela o processo pelo qual Deus comunicou Sua vontade à humanidade, guiando autores, preservadores e tradutores ao longo dos séculos. Desde sua formação em diferentes épocas e contextos até sua compilação final, as Escrituras mostram a ação divina conduzindo o registro e a transmissão da revelação, tornando-se o fundamento da fé cristã.


I – DO GÊNESIS AOS PROFETAS

A história da Bíblia começa com o ato criador de Deus. O Gênesis apresenta o fundamento da existência humana, do propósito da vida e da realidade do pecado. A narrativa bíblica inicia-se com um Deus que fala (Gn 1.3), revelando desde o início que Ele deseja se comunicar com Suas criaturas.
 

1. A aliança e o povo escolhido - A partir de Abraão (Gn 12.1–3), Deus estabelece um povo para Si, por meio do qual toda a terra seria abençoada. A história da redenção avança por meio das alianças — com Noé, com Abraão, com Moisés e com Davi — sempre mantendo aberta a possibilidade da resposta humana à graça divina: “Escolham hoje a quem irão servir” (Js 24.15).
 

2. A Lei, a sabedoria e os profetas - Os escritos mosaicos (Pentateuco) formam o núcleo inicial da Bíblia Hebraica. Depois, surgem os livros históricos, poéticos e proféticos. Cada profeta levanta a voz como porta-voz de Deus, conclamando ao arrependimento, à fidelidade e à justiça (Mq 6.8). A perspectiva bíblica ressalta essa contínua convocação divina ao retorno: Deus nunca deixou seu povo sem testemunho (At 14.17), e a Palavra revelada sempre esteve acompanhada da graça preveniente que convida à obediência. Assim, o Antigo Testamento forma uma história contínua da ação de Deus no mundo, preparando o caminho para o Messias prometido.
 

II – JESUS E A IGREJA PRIMITIVA

Com o nascimento de Cristo, chegamos ao ponto central da revelação: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). Tudo o que foi escrito antes apontava para Ele (Lc 24.27).
 

1. Os Evangelhos - Os quatro Evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João — apresentam a vida, obra, morte e ressurreição de Jesus. Cada evangelista enfatiza aspectos diferentes, mas todos revelam que a salvação é oferecida a todos (Jo 3.16), embora aplicada somente aos que respondem à graça com fé genuína (Ef 2.8; Jo 1.12).
 

2. Atos dos Apóstolos - Em Atos, vemos o nascimento da Igreja e a expansão do evangelho pelo poder do Espírito Santo, que capacita, convence e dirige. Deus chama pessoas para Si, mas não as força; Pedro declara: “Convertam-se… e vivam” (At 3.19). O convite é universal, mas a resposta é pessoal.
 

3. As Epístolas - As cartas apostólicas explicam doutrinas, corrigem erros, fortalecem a fé e esclarecem a ética cristã. Paulo reforça a cooperação entre a graça divina e a resposta humana: “Trabalhem na salvação de vocês… porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar” (Fp 2.12–13). Essa cooperação dinâmica é uma das marcas essenciais da compreensão teológica.
 

4. O Apocalipse - O último livro da Bíblia encerra a revelação com a certeza da vitória final de Cristo e da consumação de todas as coisas. Mesmo em um cenário profético, a Bíblia reafirma que “quem quiser, receba de graça a água da vida” (Ap 22.17), mantendo aberta a porta do convite divino.
 

III – CÂNON E TRADIÇÃO

Após a escrita dos livros, inicia-se um processo igualmente guiado pela providência divina: a preservação e transmissão da revelação.
 

1. O cânon do Antigo e do Novo Testamento - O cânon não foi inventado pela Igreja, mas reconhecido por ela. Os livros foram aceitos pela comunidade de fé por apresentarem autoridade profética, coerência doutrinária e uso contínuo no culto. Cristo e os apóstolos já tratavam as Escrituras judaicas como Palavra de Deus (Mt 22.29). O cânon do Novo Testamento consolidou-se nos primeiros séculos com base na apostolicidade, ortodoxia e uso comunitário das obras.
 

2. Manuscritos e preservação - A Bíblia não foi preservada milagrosamente sem variações, mas fielmente copiada ao longo dos séculos. A extraordinária quantidade de manuscritos, especialmente do Novo Testamento, permite enorme precisão textual. A providência divina guiou esse processo, mas a responsabilidade humana — característica da visão teológica — também foi essencial, demonstrando que Deus age através da cooperação.
 

3. Traduções e acesso ao povo - Da Septuaginta às traduções modernas, a Palavra foi chegando aos povos em suas próprias línguas. Deus deseja que todos conheçam Sua verdade (1Tm 2.4), e a história da Bíblia é, também, a história da democratização da revelação.
 

CONCLUSÃO

A história da Bíblia revela um Deus que fala, que intervém e que convida. A Escritura nasceu da interação entre a soberania divina e a resposta humana, escrita por pessoas reais sob inspiração do Espírito Santo, transmitida com zelo e preservada pela providência. Ela aponta para Cristo, ilumina o caminho da salvação e chama cada pessoa a responder à graça oferecida. Como lâmpada para os pés e luz para o caminho (Sl 119.105), a Bíblia continua sendo o manual da fé, o guia da conduta cristã e o registro da aliança eterna entre Deus e a humanidade.

QUESTIONÁRIO

Responda CORRETAMENTE as questões abaixo:

1. A Bíblia foi escrita em um período aproximado de quantos anos?
a) 400 anos
b) 1.600 anos
c) 2.500 anos
d) 3.000 anos
2. Qual é o idioma que NÃO faz parte da composição original da Bíblia?
a) Hebraico
b) Aramaico
c) Latim
d) Grego
3. Segundo o texto, qual é o ponto central da revelação bíblica?
a) A história do povo de Israel
b) As cartas de Paulo
c) A formação do cânon
d) A vida e obra de Jesus Cristo
4. De acordo com a visão apresentada, o processo de preservação dos manuscritos bíblicos envolveu:
a) Apenas intervenção milagrosa direta sem participação humana
b) A cooperação entre a providência divina e o trabalho humano
c) Apenas decisões conciliares
d) A ação exclusiva dos profetas

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